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Sexta-feira, 12 de Janeiro de 2007

As coisas podem mudar

por Antonio Francisco

 
Pretendo viver meus próximos quarenta anos com mais intensidade do que os quarenta e três já vividos. Deus me ajude. Estou lendo um livro cujo título é: “A arte de virar o jogo no segundo tempo da vida”. A idéia é exatamente essa. O jogo se ganha no segundo tempo. No intervalo, muita coisa pode mudar. A chegada da meia-idade não significa o término da jornada. Existe verdade no ditado que diz que “a vida começa aos quarenta”. De certa forma isso faz sentido.
 
Moisés, criado no palácio de Faraó, “... foi educado em toda a sabedoria dos egípcios e veio a ser poderoso em palavras e obras (At 7.22). Um dia ele viu um egípcio maltratando um de seu povo e resolveu fazer justiça com as próprias mãos, entendendo que Deus lhe havia mandado como libertador. Ainda não era dessa vez. Ele foge para o deserto. Quarenta anos depois quando Deus o manda de volta ao Egito, ele resiste, mas acaba cedendo. Ele acreditava que era melhor sofrer com o povo de Deus, do que desfrutar os prazeres do pecado durante algum tempo (Hb 11.24-25). Moisés acreditava em mudanças, ele “via aquele que é invisível” (v. 27).
 
Calebe é um exemplo na Bíblia de que a segunda parte da vida pode ser tão vibrante ou mais que a primeira. Ele recebeu a promessa da boca de Moisés quando tinha quarenta anos, de ter por herança uma parte boa da terra prometida. Quarenta e cinco anos depois disso, com oitenta e cinco anos, ele estava vindicando essa promessa junto ao comandante Josué, e se mostrando tão forte como no dia da promessa (Js 14.6-15). Assim procede, quem acredita que o melhor ainda está por vir. A mudança, antes de tudo, acontece na mente. Por isso que a Bíblia diz: “... transformem-se pela renovação da sua mente...” (Rm 12.2).
 
Davi enfrentou o gigante Golias que tinha quase três metros de altura, quando ele ainda era um adolescente (1 Sm 17). Ele acreditava que Deus poderia dar-lhe a vitória contra os seus inimigos. Davi foi um vencedor. Ele não confiava em seus próprios recursos, ele confiava em Deus (Sl 20.7). Davi acreditava em mudanças. Quando parecia impossível conquistar Sião, possuída pelos adversários, ele a conquistou e aquela cidade passou a ser chamada de cidade de Davi. Aquilo que lhe parece impossível, ainda poderá levar seu nome. Creia!
 
O rei Xerxes já havia decretado a exterminação do povo judeu que vivia na Pérsia, quando a rainha Ester se preparou com jejum para falar com o rei em favor de seu povo. Ela se dispôs a morrer, acreditando que as coisas poderiam mudar para melhor (Et 4.12-16). Foi isso mesmo que aconteceu, o povo se mobilizou e conseguiu a vitória sobre aqueles que procuravam sua destruição. Para Ester e seu povo, morrer sem fazer nada, é morrer indignamente. A única maneira de enfrentar as dificuldades da vida é com ação.
 
Deus sempre nos prepara para as mudanças que ele quer fazer em nós e através de nós. Esse preparo antecede os desafios que ele nos faz. Juntamente com os desafios vêm as condições para a vitória. O tempo da mudança pertence a Deus, mas devemos viver preparados para quando esse dia chegar. Aí se cumprirá em nós o ditado que diz: “Levei vinte anos para ficar famoso da noite para o dia”.

Devemos aprender com a águia, que pode viver até 70 anos. Quando ela chega a 40 anos passa por uma “crise existencial”. Ela tem que decidir se quer passar pelo processo de renovação, o qual é muito sofredor. Nessa idade, seu bico longo e desgastado dificulta sua alimentação. Suas unhas compridas não lhe permitem pegar bem suas presas. Também não consegue voar com perfeição devido suas penas velhas. Para viver mais 30 anos, ela foge para as rochas, onde bate o bico nas pedras até que ele caia e espera nascer novo bico. Quando este cresce, ela arranca suas unhas e as penas de suas asas. Esse processo doloroso leva cerca de 150 dias. Com isso, a águia nos ensina a acreditar em mudanças para melhor.
Antonio Francisco às 20:35