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Sexta-feira, 12 de Janeiro de 2007

O que você faz melhor?

por Antonio Francisco

“Cada um exerça o dom que recebeu para servir os outros, administrando fielmente a graça de Deus em suas múltiplas formas” (1 Pe. 4.10).
 
Não foi muito tempo depois da criação que os animais se reuniram para fundar uma escola. Queriam a melhor escola possível – uma que oferecesse aos alunos um currículo bem completo com natação, corrida, subida em árvores e vôo. Para se formar, todos os animais precisavam fazer cada um dos cursos.
 
O pato era excelente em natação. Na verdade, era melhor que seu instrutor. Mas vinha conseguindo notas apenas regulares na subida em árvores e saindo-se bem mal na corrida. O pato corria tão lentamente que tinha de ficar na escola todo dia depois da aula para treinar. Mesmo assim, a melhora era mínima. Seus pés palmados ficavam muitos machucados com a corrida, e com pés assim tão doloridos ele conseguia apenas uma nota mediana na natação. A média era aceitável para qualquer um, e portanto ninguém se preocupava com isso – menos o pato.
 
A coelha era a melhor de sua turma na corrida. Mas depois de certo tempo contraiu um estiramento muscular na perna, em função de todo o tempo que passava na água tentando melhorar sua natação.
 
O esquilo apresentava desempenho máximo na subida em árvores, mas fracassava seguidamente na aula de vôo. Seu corpo ficou tão machucado com todas aquelas aterrisagens forçadas que ele já não ia bem na subida em árvores e acabou dando-se muito mal na corrida.
 
A águia era uma aluna problemática contumaz. Era severamente advertida por não se conformar ao esquema. Por exemplo, nas aulas de subida em árvores, sempre chegava antes de todos no alto da árvore, mas insistia em usar sua forma peculiar de subir.
 
Cada um dos animais tinha uma área determinada de especialidade. Quando faziam aquilo para que tinham sido criados, apresentavam um desempenho fora de série. Quando tentavam agir fora de sua área de especialidade, a eficiência nem mesmo se aproximava de um patamar mínimo. Os patos podem correr? Sem dúvida que sim. É o que sabem fazer melhor? Claro que não.
 
Essa estória da escola dos animais foi extraída do livro “Como descobrir seu ministério no corpo de Cristo”, de Bruce Bugbee e Armando Bispo – Editora Vida.
 
Assim como cada animal tem a sua área de excelência, nós também precisamos descobrir onde somos bons. Até que isso acontece não nos realizaremos no que fazemos, pois Deus nos criou para algo específico. Devemos distinguir entre dom primário e dom secundário. Podemos fazer muitas coisas bem, mas devemos conhecer a nossa especialidade. Assim sendo, nos realizamos e nos tornamos uma bênção.

A essa altura você deve estar perguntando o que fazer para descobrir sua paixão. Não há uma receita para isso, mas algumas atitudes podem fazer diferença. Entre outras coisas eu diria que você deve crer que foi criado para cumprir um ministério da parte de Deus onde você vive. Você não veio a este mundo apenas para receber. NÃO. Você tem muito para dar. Creia nisso. Comece a estudar com dedicação o que a Bíblia ensina sobre dons espirituais. Isso pode lhe dar uma clara direção. Textos como Romanos 12, 1 Coríntios 12-14, Efésios 4 e 1 Pedro 4 têm muita carne para mastigar. Além disso, comece a agir nesse sentido. Muitas pessoas não descobrem o que Deus tem para elas porque não agem. São eternas expectadoras. Ficam apenas observando a vida e nada fazem. As pessoas que apenas ficam vendo os outros fazer são mais propensas à crítica. Alguém já disse que quem está ajudando a remar, não vai ter tempo para virar o barco. Portanto, comece a agir no sentido de descobrir os dons que Deus tem para sua vida. Afinal de contas até uma tartaruga só vai para a frente se por a cabeça para fora. Se ofereça para ajudar. Tente aqui e ali e num dia e hora que você nem imagina, a luz da descoberta vai brilhar. De repente quando isso acontecer, você vai notar que já está engajado e sendo perito no que faz.
Antonio Francisco às 20:41