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Sexta-feira, 26 de Janeiro de 2007

Sobre críticas

São poucas as pessoas que sabem receber críticas, e poucas em número ainda menor, são as que sabem fazê-las. Mas, as críticas têm a sua importância em nossas vidas. Não devemos ter síndrome de majestade que não aceita repreensão (Ec 4.13). É bem verdade que nenhuma correção parece ser motivo de alegria e sim de tristeza no momento que a recebemos. Mais tarde, porém, produz fruto de justiça e paz para aqueles que por ela foram exercitados (Hb 12.11). O sábio ama quem o repreende e ouve os conselhos (Pv 9.8; 12.15). Fica claro que há lugar para críticas.
 
O que não faz bem a ninguém é a chamada crítica pejorativa, aquela crítica vazia que nada oferece sobre aquilo que critica. E esse tipo de crítica é a que mais recebemos. Não podemos usar nossas opiniões para auferir o que é certo e o que é errado. Muitas vezes o que penso sobre algo não passa de uma mera opinião. Nem sempre o que reprovamos nos outros deveria ser reprovado, e nem sempre o que defendemos merecia ser defendido. Creio em absolutos e creio também que precisamos tomar posição sobre o que é certo e o que é errado à luz da Palavra de Deus, observando o bom senso e a moral, mas isso é diferente do que acho sobre determinados assuntos. As pessoas têm liberdade de expressão. Deus gosta de variedades e não cabe a nós opinar sobre a opinião de ninguém sem que antes consideremos nossas críticas.

Gosto da máxima que diz: “Nas coisas essenciais, unidade; nas secundárias, liberdade; e em todas as coisas, amor”. Precisamos mais elogiar do que criticar, mais olhar o lado positivo das pessoas que os negativos; considerar mais os aspectos bons da vida do que os maus. Evitemos dizer que as pessoas estão erradas, elas geralmente sabem disso. As pessoas precisam de simpatia. Vivemos numa sociedade carente de amabilidade, afetuosidade e apoio. Até as moscas são atraídas por mel, não por fel. Façamos críticas, mas, construtivas. Nunca derrubemos o que não podemos construir melhor. Quem aceita críticas é sábio, quem as faz, precisa ser mais sábio ainda.
Antonio Francisco às 17:11