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Sexta-feira, 12 de Janeiro de 2007

Egocentrismo

por Antonio Francisco

“Começou uma discussão entre os discípulos acerca de qual deles seria o maior. Jesus, conhecendo os seus pensamentos, tomou uma criança e a colocou em pé, a seu lado. Então lhes disse: Quem recebe esta criança em meu nome, está me recebendo; e quem me recebe, está recebendo aquele que me enviou. Pois aquele que entre vocês for o menor, este será o maior” (Lc. 9.46-48).

A Bíblia nos diz que nossos últimos dias na terra serão terríveis. Uma das razões para isso é o nosso egocentrismo (2 Tm. 3.1-2). Isso quer dizer que somos responsáveis pelos dias difíceis que vivemos. Somos inimigos de nós mesmos. A Bíblia diz que o egoísmo é obra da carne (Gl. 5.20). Quando assumimos o egocentrismo estamos contribuindo para dias terríveis nas relações humanas. O profeta Isaías, 700 anos antes de Cristo já falava contra os grandes latifundiários: “Ai de vocês que adquirem casas e mais casas, propriedades e mais propriedades, até não haver mais lugar para ninguém e vocês se tornarem os senhores absolutos da terra!” (Is. 5.8). Falou também contra os maus legisladores que faziam leis pensando em si mesmos: “Ai daqueles que fazem leis injustas, que escrevem decretos opressores, para privar os pobres dos seus direitos e da justiça os oprimidos do meu povo, fazendo das viúvas sua presa e roubando dos órfãos! Que farão vocês no dia do castigo, quando a destruição vier de um lugar distante? Atrás de quem vocês correrão em busca de ajuda? Onde deixarão todas as suas riquezas?
Nada poderão fazer, a não ser encolher-se entre os prisioneiros ou cair entre os mortos” (Is. 10.1-4). Isso me faz lembrar de um ditado que li há mais de vinte anos: “Se todos dessem do que lhes sobra, cada um teria o necessário”. Mas é quase impossível o egocêntrico admitir que alguma coisa dele está sobrando a ponto de repartir com alguém. Um dos reformadores do século XVI disse que quando temos muito, estamos roubando dos que não têm.

Existem dois impulsos dominantes em nossa natureza humana: o que se volta para o ego e o que se volta para os outros, isto é, o egoísmo e o altruísmo. Se alguém caracteriza sua vida pelo egoísmo, está lutando contra si mesmo, pois não está satisfazendo um outro impulso nato que é servir ao próximo. Portanto, se conclui que o egoísta não é feliz. Ele vive em função de si mesmo, agradando só a si. Isso não é vida. É verdade que devemos ter auto-estima, amar a nós mesmos, pois para amar ao próximo devemos amar a nós mesmos (Mt. 22.39). Nas palavras de Jesus, é quando perdemos a vida que a achamos de verdade (Mc. 8.35). Continua valendo o velho adágio popular: “Quem não vive para servir, não serve para viver”.

Para sentir-se útil e realizado você precisa negar-se a si mesmo em prol dos outros. Quando assim procedemos, desfrutamos de uma vida saudável. O contrário também é verdade. O egoísta é uma pessoa doente. O egoísmo é como um câncer que corrói a quem o possui, levando-o à morte por deixar de servir a outros.

Lutero disse: “Nenhuma árvore produz frutos para seu consumo próprio. Tudo quanto há na vontade de Deus se dá em favor dos outros. Somente Satanás, e os homens sob a influência do Maligno, é que buscam o proveito próprio”. Essas palavras servem para análise de como estamos vivendo: para nós mesmos ou para os outros. Jesus viveu para os outros. Ele disse que veio para servir e dar a sua vida por outros (Mt. 20.28). Pense nisso:

“Só crescerei quando crescer para cima – para o Calvário. Daí, morro para viver”.

“Terei uma personalidade amável somente quando eu amar alguém mais do que a mim mesmo – quando amar a Deus”.

Antonio Francisco às 20:15